domingo, 4 de setembro de 2011
Setembrites...
Eu gosto de analisar a vida. Ela mesma me fez assim: observadora, mas, inquieta. Na verdade, a análise proposta aqui é desse 2011 loucamente excessivo, e isso porque, ainda estamos há quatro meses do temido 2012. Há alguns anos eu simplesmente me cansei do "mais do mesmo" e a vida e eu nos forçamos a modificar isso. Nesse mesmo período, no ano passado, eu passava pela fase mais difícil e triste da minha vida, sentir e perceber que alguém está indo embora pra sempre é a experiência mais dolorosa da vida de quem fica. Depois de toda essa fatalidade, eu tomei uma decisão que até hoje norteia a minha vida: Decidi que não perderia mas nenhum dia na minha vida. Eu sei que dias tristes são necessários, mas a noção de "perdas" e "ganhos" não está só ligada a ser bom ou ruim. Neste ano, a meta foi outra: Eu decidi simplesmente viver... A ideia aqui não é me forçar a encher (mais ainda) de clichês o que todo mundo já sabe, mas sim, de mostrar como certas coisas são possíveis quando nós fazemos uma enorme questão de não desistir e quando nos mantemos abertos a novas possibilidades. E para que isso aconteça, algo é simplesmente essencial: as pessoas. Coisa mais linda na vida é encontrar pessoas que tenham estipulado a mesma meta no mesmo período que o seu. E nisso, definitivamente, eu tenho muita sorte. A vida fora de casa me obrigou a crescer depressa, a procurar dentro de mim alguém inimaginável que se escondeu durante mais de vinte anos. Quando se é obrigado a descobrir a vida sozinho, se faz questão de não perder mais nada. As novas experiências, inclusive, transformaram tanta coisa que já estava fixa. A vida segue seu caminho assim, leve.... mesmo quando muita coisa faz questão de parar, rápido, de um dia para outro. Eu prefiro acreditar que é só uma parte escura que logo vai se esvair, com o tempo. E que às vezes, até é bom aproveitar, porque pode ser a última. Mas que mesmo que não seja, que ela dure por pouco tempo para que as coisas boas que já estão por aí não desistam de esperar para acontecer. E isso tudo porque ainda vejo mais quatro meses - cheios de novidades - nos esperando, mantendo o plano de vida, e principalmente, agradecendo por tanta gente linda que está no meu caminho.
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