quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Vale de lágrimas - Lulu Santos

"Eu zanzei pelas ruas,
um molambo
Sonâmbulo,
insone e insano
Queria me atirar no mar
Só para me afogar
Que ainda é melhor
Que ser um devedor
Nas contas do amor
Preferia um deserto atravessar
Sob o sol e as noites sem luar
Do que dar meu braço a torcer
Que você não está
Que você não vem
Faça-me um favor
Volta para mim"




Alguém tira essa música da minha cabeça?
AAAAAAAAAAAAAAH!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Um ano :~

Eu queria muito que a senhora tivesse aqui. Já faz um ano que eu parei de falar pra todo mundo que a minha vó "diz" coisas engraçadas e que a sua estrelinha aqui nesse mundo complicado se apagou. No fundo, eu só queria mesmo que a senhora tivesse vendo como eu cresci, como eu aprendi a cozinhar sozinha, como a minha vida fora de casa não é o pesadelo que a senhora tinha tanto medo que fosse e como a mãe tem aprendido a ficar tranquila mesmo comigo longe. Queria que a senhora tivesse conhecido as pessoas lindas (assim como a senhora) que entraram mesmo na minha vida desde que a senhora se foi. Eu lembro da senhora todos os dias, é impossível não ver a simplicidade da vida sem comparar com a sua. É como se no fundo, tudo aquilo que eu aprendo a ver como importante de fato (e que está bem longe de dinheiro ou de algo que se compra por aí) só a senhora poderia ter me ensinado. Uma pena que muita coisa não deu tempo... vinte anos passaram tão rápido, tão pouco tempo! Mas ainda há algumas coisas eu ainda preciso aprender, mesmo sem a sua presença física. Eu quero aprender a amar, cada dia mais, assim como a senhora. Quero que toda a minha família se orgulhe de mim, assim como a sua. Eu quero receber com todo o carinho do mundo as tragédias que ele possa me mandar e aprender com elas. O tempo tem feito sua parte e eu tenho me esforçado, de verdade. A minha vida, mesmo sem a sua aqui comigo, tem caminhado muito bem. E eu continuo fazendo coisas para que a senhora tenha cada vez mais orgulho de mim e isso de fato me importa, muito. Eu continuo te amando, cada dia mais, espero que seja sempre assim. Obrigada por ter me dado a honra de fazer parte da minha vida, vó!

"Gosto de pensar que quem já se foi fica num lugar quentinho, que a gente não vê, cuidando de quem ainda não se foi. E se você quiser agradar a essa pessoa, é só fazer coisas que ela gostava. Aí ela fica ainda mais quentinha e cuida ainda melhor da gente."

Com amor, com saudades..
Sua "filhota"

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

O escrever...

Nem sempre o que se escreve é o que se sente. Escrever pressupõe, às vezes, sair de si próprio: Criar personagens que no fundo tem um quê de nós. Não é obrigação, nem premissa, nem fato. Talvez aquele que se presencia quando se escreve é uma parte escondida do que nós mesmos queremos ser. Crenças e desejos passados pro papel parecem ter mais força para tornarem-se reais; como se aquilo que se escreve - sendo, então, uma parte de nós - nos forçasse a botar fé naquilo que nos parecesse tão improvável, mas, de por outro lado, tão necessário.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Ser.

Não faço questão nenhuma de ser só mais uma. Fujo da tal igualdade que não é pressuposto, sequer dádiva. Ser igual não tem tanta graça. Sou cheia de especificidades, de manias, daquilo que todo mundo gosta de chamar de "diferença". Ser oposto não é achismo. Ser oposto cria as tais diferenças, faz com que atributos tão banais sejam vistos como - na maioria das vezes - defeitos. São coisas que acontecem, dizem. Mas é mais do que simplesmente acontecer ou realizar sozinha. É ser. "Criar vergonha" não faz parte do meu vocabulário e talvez nem seja a hora. Prefiro achar que certas coisas vem com o tempo e não com as obrigações. Por agora, também prefiro achar que o futuro é só um presente que não aconteceu e como ninguém está muito acostumado a se preocupar demais com o presente, deixo as tais preocupações pro futuro, se é que um dia ele vai ser mesmo tão digno de preocupações.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Uma poesia pra ele...

Em letras, uma parte de mim se coloca... inteiramente,
Com um pouco de receio, confesso
Mas da forma que consigo fazer
O som e a voz já não se fazem necessárias
São palavras, construções, devaneios?

Traduzir o trivial é quase incomum:
É única e simplesmente o fato de vê-lo passar por entre tantas outros
É o sorriso daquele ato tão comum de se reconhecer?
Sequer me vê..
O que sei mesmo é que ele vê tantas...
Para mim, pode ser só o olhar, só o movimento, só o ato de estar ali...

Ele se transborda como poucos, se esparrama
Conhece todos, ele tem todos tão perto.
Parece amar demais ou será uma tentativa de simplesmente querer ser amado?
Será que ele sabe o que é a distância? Será que ele já sentiu isso?

Por mim ele passa direto, parei de sonhar demais
Não pretendo ensinar o que é distância a quem se acostumou a ter pessoas tão perto,
Apenas me conformo, não é minha vez,

"Vou armar minha rede na nuvem..."


(resolvi me aventurar no mundo da poesia, tenho fé que um dia alguma coisa melhor que isso vai sair ;) haha)

domingo, 4 de setembro de 2011

Setembrites...

Eu gosto de analisar a vida. Ela mesma me fez assim: observadora, mas, inquieta. Na verdade, a análise proposta aqui é desse 2011 loucamente excessivo, e isso porque, ainda estamos há quatro meses do temido 2012. Há alguns anos eu simplesmente me cansei do "mais do mesmo" e a vida e eu nos forçamos a modificar isso. Nesse mesmo período, no ano passado, eu passava pela fase mais difícil e triste da minha vida, sentir e perceber que alguém está indo embora pra sempre é a experiência mais dolorosa da vida de quem fica. Depois de toda essa fatalidade, eu tomei uma decisão que até hoje norteia a minha vida: Decidi que não perderia mas nenhum dia na minha vida. Eu sei que dias tristes são necessários, mas a noção de "perdas" e "ganhos" não está só ligada a ser bom ou ruim. Neste ano, a meta foi outra: Eu decidi simplesmente viver... A ideia aqui não é me forçar a encher (mais ainda) de clichês o que todo mundo já sabe, mas sim, de mostrar como certas coisas são possíveis quando nós fazemos uma enorme questão de não desistir e quando nos mantemos abertos a novas possibilidades. E para que isso aconteça, algo é simplesmente essencial: as pessoas. Coisa mais linda na vida é encontrar pessoas que tenham estipulado a mesma meta no mesmo período que o seu. E nisso, definitivamente, eu tenho muita sorte. A vida fora de casa me obrigou a crescer depressa, a procurar dentro de mim alguém inimaginável que se escondeu durante mais de vinte anos. Quando se é obrigado a descobrir a vida sozinho, se faz questão de não perder mais nada. As novas experiências, inclusive, transformaram tanta coisa que já estava fixa. A vida segue seu caminho assim, leve.... mesmo quando muita coisa faz questão de parar, rápido, de um dia para outro. Eu prefiro acreditar que é só uma parte escura que logo vai se esvair, com o tempo. E que às vezes, até é bom aproveitar, porque pode ser a última. Mas que mesmo que não seja, que ela dure por pouco tempo para que as coisas boas que já estão por aí não desistam de esperar para acontecer. E isso tudo porque ainda vejo mais quatro meses - cheios de novidades - nos esperando, mantendo o plano de vida, e principalmente, agradecendo por tanta gente linda que está no meu caminho.