quinta-feira, 22 de setembro de 2011

O escrever...

Nem sempre o que se escreve é o que se sente. Escrever pressupõe, às vezes, sair de si próprio: Criar personagens que no fundo tem um quê de nós. Não é obrigação, nem premissa, nem fato. Talvez aquele que se presencia quando se escreve é uma parte escondida do que nós mesmos queremos ser. Crenças e desejos passados pro papel parecem ter mais força para tornarem-se reais; como se aquilo que se escreve - sendo, então, uma parte de nós - nos forçasse a botar fé naquilo que nos parecesse tão improvável, mas, de por outro lado, tão necessário.

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