domingo, 30 de outubro de 2011
Recear
Mesmo necessitando muito daquela injeção de ânimo, ela não aceitou o convite. Ver gente já não lhe animava muito e ela precisava daquele tempo só dela. Ao abrir a porta e sentir o vento frio, típico daquele inverno que parecia - pelo menos para ela - estar mais frio e só que os anteriores, vir em direção a sua face, conseguiu ver mesmo que disfarçado um resquício de esperança. Talvez ela só não estivesse preparada para revê-lo agora. Se lembrou então de seu quarto aquecido e, de repente, se deu conta de que a vida ali dentro lhe parecia bem mais confortável. Com medo de arriscar fechou de novo a porta, a alma. "As novas possibilidades nunca darão certo para mim", gritava. Entrou e preferiu acreditar que o mundo lá fora não era para ser dela, não era nem uma peça fundamental pra alguém, imaginava. Lembrou-se então de todos os sonhos que acabou decidindo por não realizar, nem por opção só dela mas por obrigações, medos alheios. Trancou-se de novo, procurou seu conforto e desligou-se da vida de novo, por algum tempo ou pelo tempo que julgou suficiente. Talvez eles, os sonhos, só precisassem mesmo é de uma nova porta aberta para se realizarem.
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