Eu sou muitas.
Às vezes prefiro não ser, simplesmente para ser de outros.
Abro mão de mim,
Desisti de escolher para esperar ser escolhida
Me escolheram, então, para ser parte
Escolha de muitos, por sinal,
E quando não se contenta em ser parte?
Eu quero ser inteira, ser toda,
É assim que tenho feito
Com esse jeito torto, quase com um medo discreto
Medo de pertencer? Ou aquele medo natural de amar demais?
Só sei ser assim...
Um pouco de loucura me faz bem, sana
E é assim que me resolvo, que tento dividir esse amor egoísta
que quase se esconde de loucura,
No fim me lembro que já falaram por mim:
“E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.”
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